quinta-feira, 14 de março de 2013

33 - Abuso sexual

Cabe à mulher rejeitar o macho que não considere
o melhor para reproduzir com ela
A mulher tem o reconhecido direito de ser abusada sexualmente apenas pelos homens que ela desejar que a abusem. Em outras palavras, ela tem o direito de escolher o homem ou os homens com os quais está disposta a praticar o sexo.
Esse é um direito reconhecido e as leis preveem punições severas para os homens que o transgredirem. Pune-se desde o estupro até o abuso sexual, que pode ser praticado através de palavras, toques ou outros atos praticados em decorrência da atração natural que o homem sente pelas mulheres.
A lei foi feita em sintonia com o princípio da seleção natural. Para que a espécie evolua e se aprimore, garantindo assim a sua preservação, é necessário que as fêmeas selecionem os machos com maiores aptidões para encarar a luta pela vida, além da proteção e sustento da sua fêmea e dos filhotes que o casal vier a produzir.
Dentro desse princípio natural, a mulher tem de repelir o assédio dos homens que considera não ser o melhor macho que ela puder encontrar.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

32 - Hipótese absurda


Deus Hipotético

Luiz Fernando Veríssimo

Um religioso dirá que não faltam provas da existência de Deus e da sua influência em nossas vidas. Quem não tem a mesma convicção não pode deixar de se admirar com o poder do que é, afinal, apenas uma suposição.

A hipótese de que haja um Deus que criou o mundo e ouve as nossas preces tem sobrevivido a todos os desafios da razão, independentemente de provas.

Agora mesmo assistimos ao espetáculo de uma empresa multinacional às voltas com a sucessão no comando do seu vasto e rico império, e o admirável é que tudo — o império, a riqueza e o fascínio dos rituais e das intrigas da Igreja de Roma — seja baseado, há 2000 anos, em nada mais do que uma suposição.

Todas as religiões monoteístas compartilham da mesma hipótese, só divergindo em detalhes como o nome do seu deus. E todas têm causado o mesmo dano, em nome da hipótese.

Não é preciso nem falar no fundamentalismo islâmico, que aterroriza o próprio islã. Há o fundamentalismo judaico, com sua receita teocrática e intolerante para a sobrevivência de Israel.

O fundamentalismo cristão, que representa o que há de mais retrógrado e assustador no reacionarismo americano, e as religiões neopentecostais que se multiplicam no Brasil, quase todas atuando no limite entre o curandeirismo e a exploração da crendice.

A Igreja Católica pelo menos dá espetáculos mais bonitos, mas luta para escapar do obscurantismo que caracterizou sua história nestes 2000 anos, contra um conservadorismo ainda dominante. A hipótese de Deus não tem inspirado as religiões a serem muito religiosas.

Há aquela parábola do Dostoievski sobre o encontro do Grande Inquisidor com Jesus Cristo, que volta à Terra — o filho da hipótese tornado homem — para salvar a humanidade outra vez, já que da primeira vez não deu certo.

Os dois conversam na cela onde Cristo foi metido por estar perturbando a ordem pública, e o Grande Inquisidor não demora a perceber que a pregação do homem ameaçará, antes de mais nada, a própria Igreja, a religião institucionalizada e os privilégios do poder.

Não me lembro como termina a parábola. Desconfio que, se fosse hoje, deixariam o Cristo trancado na cela e jogariam a chave fora.

sábado, 9 de fevereiro de 2013

31 - Ninguém merece



A contribuição pessoal para o bem estar e o desenvolvimento da sociedade é um dever de todos. Além de agir no próprio benefício e no da sua família, as pessoas devem trabalhar pelo bem estar da sua comunidade, do seu país e da humanidade.
A pessoa se sente bem quando consegue dar uma contribuição para o coletivo da sua categoria ou espécie. E se sente mal quando não faz isso.
Isso, talvez, é mais do que um dever. É uma compulsão genética. Algo que está impresso em nossos cromossomos e que nos compele a agir em benefício do grupo.
Essa compulsão genética é traduzida pelas palavras orgulho ou vergonha. Aquele que dá a sua contribuição, sente-se orgulhoso. O que não contribui, sente vergonha.
Essa, provavelmente é uma característica da espéicie, assim como dos demais animais e é fundamental para a continuação das espécies. É um instinto, que, assim como o instinto sexual, favorece a continuidade e propagação da espécie humana.
A pessoa que não consegue exercer o seu instinto reprodutivo, sente-se mal. O instinto o instiga a procriar. Da mesma forma, a pessoa que se sente inútil aos demais, incapaz de dar uma boa contribuição para o bem geral, se sente mal.
Por isso, a pessoa é mais feliz quando sente o orgulho de estar contribuindo para a sociedade.
A participação cooperativa na vida social começa pela família e a escola, vai ao bairro e à cidade e chega à nação e o mundo.
As crianças devem ser ensinadas e estimuladas a fazer isso na família, depois na escola, depois no bairro e na cidade. Os mais aptos poderão contribuir para a melhoria do país e do mundo. Para isso, além de se preparar, a pessoa precisa participar.
Criticar e reclamar, apenas, não é suficiente.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

30 - Verdades incômodas




VERDADES INCÔMODAS:
Minha vida só será melhor pelo meu esforço.
Ame e não espere ser amado. Você pode controlar os seus sentimentos, mas não pode controlar os sentimentos alheios.

MENTIRAS RECONFORTANTES:
Deus nos ama
Deus nos guiará
Deus

domingo, 13 de janeiro de 2013

29 - Nossa visão do mundo



O chifre que o rinoceronte tem no lugar do nosso nariz influi na sua visão do mundo. O mesmo acontece com nós devido a apêndices mentais que temos no nosso cérebro. Algumas dessas idéias favorecem a nossa visão. Outras atrapalham. A essas últimas chamamos de preconceito. São visões equivocadas ou inconvenientes que prejudicam a nossa visão do mundo e, consequentemente, a escolha dos caminhos que temos de trilhar em nossas vidas.
É um erro pensar que uma pessoa, por ser homossexual, obesa, judia ou árabe, fiel ou agnóstica, tem menos (ou mais) valor do que as outras.
Os preconceitos perturbam e alteram a visão que temos do mundo.
Portadores de preconceitos diferentes enxergam o mundo de forma diferente, por isso pensam diferente e têm dificuldade para se entender entre si.

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

28 - Tolerância

Sobre a liberdade de expressão
Música de um compositor australiano, com uma visão diferente sobre o Natal, foi incluída num CD beneficente. Muita gente protestou, considerando a letra desrespeitosa com os crentes.
Talvez o que houve foi um desrespeito dos crentes com alguém que não tem o mesmo pensamento que eles.
O respeito à liberdade de expressar opinião é fundamental. Ninguém é obrigado a concordar, mas deve haver liberdade para todos expressarem as suas convicções e sentimentos. Ainda mais quando a expressão se faz através de uma bela canção.
Tim Minchin é um prestigiado músico e ator.

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=6E4ooioOo9g#!

domingo, 23 de dezembro de 2012

27 - E, quem sabe, a vida é da vida a razão


A vida é bela e cheia de desafios, mas é preciso saber viver



A verdade é simples.
Quem procura enganar,  usa palavras complexas e impressionantes. Quem fala a verdade não precisa disso.

A letra dessa música, na sua simplicidade, contém muito mais verdade do que toda a imensa bibliografia dos filósofos metafísicos.


Vida

Ricardo Engels Garay 
e Carlos Ludwig,

Vida é chuva, é sol
Uma fila, um olá
Um retrato, um farol
Que será que será
Vida é um filho que cresce
Uma estrada, um caminho
É um pouco de tudo
É um beijo, um carinho

É um sino tocando, uma fêmea no cio
É alguém se chegando
É o que ninguém viu
É discurso, é promessa
É um mar, é um rio
Vida é a revolução, é deixar como está
É uma velha canção, Deus nos deu, Deus dará
Vida é a solidão, é a turma do bar
É partir sem razão, é voltar por voltar
Vida é palco é platéia, é cadeira vazia
É rotina, odisséia, é sair de uma fria
É um sonho tão bom, é a briga no altar
Vida!!! É um grito de gol
É um banho de mar
É inverno e verão
Vida!!! É mentira, é verdade
E quem sabe a vida é da vida razão.

O letrista dessa canção, sugere que é vã a imensa discussão já realizada pela humanidade na busca da razão da vida (da existência humana). 
E, quem sabe, a razão da vida é simplesmente a vida.
Ou seja, não inventem mentiras para justificar e explicar a vida. A vida é isso que está aí, que todos vemos e sentimos.  A ciência tem muito a nos dizer sobre a origem da vida (e nos diz o que sabe, com simplicidade). Mas os cientistas reconhecem que o que sabem é muito menos do que o que não sabem. E não ficam tristes por isso. Para eles, isto significa apenas que existe muito trabalho pela frente. O cientista reconhece a sua ignorância sem traumas. São gente boa. Temos que ter um pouco mais de  cuidado com as pessoas que dizem saber tudo. Gente que, por exemplo, conta em detalhes como o mundo começou e quando vai terminar.  Mas não nos explicam direito como foi que obtiveram tais informações.
O cientista, quando transmite aos seus colegas o resultado de muitos anos de laboriosa pesquisa, os chama de teoria e pede aos demais cientistas que confiram seus cálculos, analisem suas conclusões e critiquem os seus métodos. É assim que procede uma pessoa séria.